quinta-feira, 11 de setembro de 2008

"I have a dream"

Essa frase foi dita há muuuito tempo, por Martin Luther King. O que ela está fazendo aqui, no blog de um pisciano idealista, é o que você deve estar pensando agora. Eu só queria registrar que é possível mudar o mundo. Assim como ele mudou, outras pessoas devem fazer o mesmo. Os estudantes da UERJ estão fazendo o possível para evitar a greve. Talvez esse seja só o começo. Com as eleições chegando, se aproxima o momento em que a conscientização é colocada em xeque. E é nessa hora que os jovens têm que se mostrar presentes. Não fazendo baderna, nem tampouco revoluções. Revoluções não acontecem assim. Eu estou começando a imaginar que as revoluções são como um poema: dependem de um trabalho hercúleo de alguma mente criativa que consiga ler o mundo de uma forma única e dinâmica e, através de sua linguagem, carisma e inteligência, consiga influenciar pessoas na luta por um mesmo ideal. Acho que eu elevei um pouquinho a dificuldade de criação de um poema, mas tudo bem.

Enfim, parabéns aos militantes que estão nesse momento acampados em frente ao prédio da reitoria. Tenho certeza de que essa atitude não será em vão.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Tudo é sempre igual, tudo é sempre igual. A poesia fala de amor, eu finjo ser normal. Eu tento recomeçar, mas o medo de girar 180° assusta um pouco, girar mais 180°e chegar ao ponto zero seria não ter um lugar. Como diz o Moptop, 'não posso mais, não dá mais pra levar. Eu saio por aí pensando em não voltar, mas volto atrás com medo de recomeçar'. Sempre repetindo palavras, sempre.O sentido é o mesmo há séculos. A vontade de largar os sonetos ao molde de Petrarca, ou com os versos sáficos é grande. Mas o que fazer depois? Recomeçar? Não, eu tenho medo de recomeçar. É engraçado como a palavra 'busca' parece fazer parte do cotidiano do homem, totalmente inerente e indecente. Sou ambicioso, mas e quando eu me conformo? A conformidade é o medo da verdade, assim como a esperança é a luz que apenas os cegos conseguem ver. Nada poderia ser diferente, apenas tudo. Às vezes penso assim. Tudo tá tão errado, que apenas uma reformulação completa seria suficiente para salvar o mundo. Às vezes eu penso que as pessoas mais especiais poderiam comprar uma passagem para Marte e colonizar aquele lugar. Passagem só de ida, colônia da felicidade. Criaríamos raízes naquele solo rochoso de Marte. Não sei porquê, mas sempre o imaginei verde. Vai entender. Quando eu fosse me casar, poderia dar um pulinho em Saturno e pedir seu anel emprestado, para surpreender a minha noiva. Uma marciana? Talvez. Seria uma boa forma de recomeçar.


Esse texto aí de cima deveria ter sido escrito há um ano atrás, mas foi escrito hoje. Eu fico pensando o que me fez mudar tanto em 365 dias. Tão pouco, comparado com a vida. Tem horas em que eu penso que o que me fez mudar foi o Cuca Fundida, do Woody Allen, e Espelho Mágico, do Mário Quintana. Às vezes eu penso que foi o pré no Vitor. Pode ter sido a descoberta da minha paixão pela poesia. Na maioria das vezes eu penso que foi essa descoberta. Mas sabem o mais engraçado? Assim como existe a poesia concreta, prosa poética e vários tipos de poesia, eu descobri um tipo novo de poesia: a poesia em forma de mulher.