terça-feira, 15 de julho de 2008

Os três poderes

Eu pretendo ser um novo Montesquieu. Acredito que existem três tipos de poderes, e que algumas pessoas foram agraciadas com eles. Para se destacar, você precisa ter ao menos um deles. E é praticamente impossível ter mais de um, mas um deles pode te levar a conquistar/adquirir os outros.
O primeiro, curiosamente, é a riqueza. Óbvio. O primeiro poder está destinado àquelas pessoas que estão no topo da hierarquia social. Afinal, uma pessoa que pode comprar tudo que tiver um preço possui um certo poder. Não tenho esse poder. Mas acho que é o único que não me agradaria. "Grandes poderes trazem grandes responsabilidades", disse o inesquecível tio Ben (e tem gente que acha que essa frase é do Peter Parker). Mas este poder não traz responsabilidade. Mas o pior problema reside no fato de que somente coisas materias podem ser compradas. "Sexo compra dinheiro e companhia, mas nunca amor e amizade, eu acho", palavras de Renato Russo. Discordo, acho que dinheiro compra sexo e companhia, algo material, mas nunca amor e amizade, algo impossível de ser comprado, algo apenas conquistado.

O segundo é a inteligência, que viria presente na forma de um talento. Pode ser uma inteligência expressa no QI do sujeiro, como a do Stephen Hawking. Pode ser um capacidade extraordinária pra política (ou vão dizer que roubar milhões é fácil?). Até mesmo pro cara ser jogador de futebol ele precisa ter inteligência, raciocínio rápido, habilidade. Não é qualquer um que tem isso. Valorizo esse poder, pois através dele é possível conseguir o primeiro poder. Além de ser muito mais gratificante, e passa uma certa confiança para as pessoas que o possuem, já que não são dependentes de algo material, mas sim de algo inato, inerente. Embora seja desprezado pelas pessoas sem esse poder, pois todas as pessoas que não possuem poder algum se apegam e valorizam mais o primeiro poder.

O terceiro poder é o inexplicável. Eu acredito que a fé é o poder mais mágico que existe. Claro, não é só "ah, eu creio que vou ganhar na megasena", ou "vou trocar todas as minhas economias por dólares, porque Deus vai fazer com que o dólar aumente 50% nos próximos meses", não é assim. Mas a fé de que algo melhor está por vir facilita a vida. Nem tanto. Ainda há a recessão, a inflação, entrar num mercado e comprar tomates por R$2,99 o kilo desanima qualquer um, mas sabe aquelas pessoas otimistas? Aquelas que têm uma visão totalmente diferenciadas, que afirmam que essa história de baixa na economia, falta de empregos, necessidade de qualificação cada vez mais alta, que isso tudo é bobagem. Elas acreditam que o mundo tem jeito. Talvez por acreditarem num Deus salvador, talvez por acreditarem que as pessoas são inteligentes demais para sucumbirem ao aquecimento global. Se já superamos as loucas teorias de Malthus, o aquecimento global é bobagem. Derretimento das calotas polares? Daqui a pouco inventam um jeito de resfriarem novamente o Ártico. A passagem do ônibus aumentou? Quando fizermos 60 anos não pagaremos mesmo. Essa lei seca tá aumentando o número de adolescentes virgens (prometo que explico no próximo post)? Bom pra Igreja, elas serão mais alugadas, mais vestidos brancos serão alugados. A capacidade de ver o lado bom mesmo nas piores coisas é uma dádiva divina.

Há tantas pessoas ricas que não encontraram a felicidade, e nem ao menos tiveram momentos felizes. Tantos intelectuais que deixaram seu nome na história, mas tiveram uma subvida. E tantos anônimos, mas tantos mesmo, que foram felizes na sua insignificância, e que mudaram o seu próprio mundo. Ser feliz talvez seja a maior dificuldade, mas também o maior objetivo que o ser humano pode ter. E os otimistas estão um passo à frente, pois para eles a tristeza não é antagonista, mas sim coadjuvante.

Um comentário:

Titânio 22 disse...

Realmente eu só tenho um dos poderes que é a inteligência, mas com ele pretendo construir a riqueza...
o que não dá pra se explicar a gente tenta enteder...
um grande abraço brother...